O meu primeiro período de férias só chega daqui a três semanas, mas confesso que já estou a laborar a velocidade de cruzeiro. Fruto daquilo a que os britânicos adequadamente apelidaram de "silly season", a minha produtividade anda bastante fraca.
Dou por mim apenas a pensar nos livros e filmes de DVD para colocar no bornal do ócio, a magicar colectâneas de CD's de música e a inventar outros tipos devaneios que normalmente se praticam nestas alturas.
Fazendo jus à expressão, em que não é para levar a sério aquilo que se diz ou faz, deixo duas pérolas dadas à estampa na última edição da revista Visão: «A presença dos media britânicos abalou o secretismo da polícia portuguesa, herança do regime comunista que perdurou até à revolução de 1974», citando um artigo do jornal inglês The Independent sobre o caso do desaparecimento de Madeleine McCann.
Sexo ou telemóvel? A pergunta foi colocada a 1256 britânicos, com idades entre os 16 e os 64 anos, e as respostas não deixaram margens para dúvidas: um em cada três abdicaria mais facilmente do sexo do que do telemóvel. Mas 40 por cento dos inquiridos com mais de 45 anos trocariam de bom grado o telemóvel pela sua bebida quente favorita.
Eu e a minha eterna aversão a esse fleumático e esquisito povo que a falar não mexe o lábio superior...
Momento de Apresentação de A Criatura
Há 5 dias


estava eu no Porto, por ocasião do jogo de abertura do Euro'2004, Portugal-Grécia, às 19:45. Saímos derrotados, o que não impediu um repasto a condizer na Cidade Invicta. Assim que pude, zarpei para Lisboa, Alfama, mais precisamente, onde apesar do desaire da selecção das quinas se festejava ruidosamente a noite de Santo António.


