4 de Fevereiro de 2008

A perereca da Amazónia

Durante muito tempo, desde 1898, o imaginário da criançada e dos graúdos sobre a fauna e flora marítimas foi satisfeito ao vivo apenas pelo Aquário Vasco da Gama.

Cem anos volvidos, a pretexto da Exposição Mundial que decorreu em Lisboa, construiu-se o Oceanário.

Agora, desde Março de 2007, existe o Fluviário de Mora, situado no Parque Ecológico do Gameiro daquela terra do Alto Alentejo - sobranceira ao Ribatejo - e que nos permite observar as espécies animais e vegetais que vivem nos rios, desde a nascente ate à foz.

Não tendo a grandiosidade e o fascínio dos outros dois, merece a pena ser visitado, nomeadamente pelo público mais jovem que vive na capital, da qual dista somente hora e meia e pouco mais de uma centena de quilómetros. Mesmo ao lado fica a praia fluvial, igualmente bem arranjada.

As principais atracções do Fluviário são o irrequieto casal de lontras, baptizadas de Mariza e Cristiano Ronaldo (os nomes Amália e Eusébio já estavam tomados pelas do Oceanário), bem como as carnívoras piranhas e a exótica anaconda.

No entanto, o prémio principal ganhou-o a perereca-não-me-lembro-do-resto-do-nome, minúscula e colorida rã venenosa, cujas patas terminam em ventosas, que habita para os lados da Amazónia.

Mais informação aqui.

Post-scriptum: Pode-se almoçar no próprio Fluviário, num restaurante com vista para as lontras, mas O Afonso, no centro da vila, é de passagem obrigatória para quem quer provar as melhores iguarias da região. (A fotografia do bicharoco é do "site" do Fluviário.)

3 comentários:

Ana disse...

Muito nos contas tu ;)

Estou desejosa de o Vasquinho ser mais crescido (não que eu queira que ele cresça depressa) para o levar a ver os bichinhos todos!

ogait disse...

Então foi por aí que andaram. Tão perto estavam, e nem uma visita de médico.

catarina disse...

fartei-me de ver pererecas no pantanal...
eram o meu grande alívio, sempre que entrava num quarto de hotel e as via aos saltos...
digamos que "si tem perereca não tem cobra!"