O meu primeiro período de férias só chega daqui a três semanas, mas confesso que já estou a laborar a velocidade de cruzeiro. Fruto daquilo a que os britânicos adequadamente apelidaram de "silly season", a minha produtividade anda bastante fraca.
Dou por mim apenas a pensar nos livros e filmes de DVD para colocar no bornal do ócio, a magicar colectâneas de CD's de música e a inventar outros tipos devaneios que normalmente se praticam nestas alturas.
Fazendo jus à expressão, em que não é para levar a sério aquilo que se diz ou faz, deixo duas pérolas dadas à estampa na última edição da revista Visão: «A presença dos media britânicos abalou o secretismo da polícia portuguesa, herança do regime comunista que perdurou até à revolução de 1974», citando um artigo do jornal inglês The Independent sobre o caso do desaparecimento de Madeleine McCann.
Sexo ou telemóvel? A pergunta foi colocada a 1256 britânicos, com idades entre os 16 e os 64 anos, e as respostas não deixaram margens para dúvidas: um em cada três abdicaria mais facilmente do sexo do que do telemóvel. Mas 40 por cento dos inquiridos com mais de 45 anos trocariam de bom grado o telemóvel pela sua bebida quente favorita.
Eu e a minha eterna aversão a esse fleumático e esquisito povo que a falar não mexe o lábio superior...
29 de junho de 2007
25 de junho de 2007
22 de junho de 2007
Mona Lisa
Na Secundária de Benfica, provavelmente os meus melhores tempos de estudante, tive um colega de turma a quem todos tratavam pela alcunha, bastante a preceito, de Mona Lisa.
O motivo não tinha outra relação com o enigmático e minúsculo retrato pintado por Leonardo que não fosse o nome, pois mesmo antes dos 20 anos pêlo era coisa que não abundava no cimo da mona do Nuno, precocemente lisa.
Aproveitando a chegada do Verão resolvi dar uma tosquia radical, pente três a toda a largura. Agora, além de pés e orelhas e das partes habituais do corpo mais expostas do Sol, vou também ter que besuntar o alto da minha mona com creme protector.
É que, salvo as devidas diferenças, os cabelos também já são escassos por estas paragens e aproximam-se dois dias solarengos na Zambujeira do Mar. Mas que sinto cá um fresquinho ai isso sinto!
Bom fim-de-semana! (Espero que esta maldita dor de garganta, que me provoca um mau estar danado, e este fungar do nariz me larguem de vez!)
O motivo não tinha outra relação com o enigmático e minúsculo retrato pintado por Leonardo que não fosse o nome, pois mesmo antes dos 20 anos pêlo era coisa que não abundava no cimo da mona do Nuno, precocemente lisa.
Aproveitando a chegada do Verão resolvi dar uma tosquia radical, pente três a toda a largura. Agora, além de pés e orelhas e das partes habituais do corpo mais expostas do Sol, vou também ter que besuntar o alto da minha mona com creme protector.
É que, salvo as devidas diferenças, os cabelos também já são escassos por estas paragens e aproximam-se dois dias solarengos na Zambujeira do Mar. Mas que sinto cá um fresquinho ai isso sinto!
Bom fim-de-semana! (Espero que esta maldita dor de garganta, que me provoca um mau estar danado, e este fungar do nariz me larguem de vez!)
21 de junho de 2007
20 de junho de 2007
A lenta agonia da Baixa
De um jornalista à moda antiga só podia sair um brilhante escritor.Não passo sem ler as fascinantes crónicas do Baptista-Bastos, todas as quartas-feiras, no Diário de Notícias.
Esta, sobre o encerramento da centenária Loja das Meias, no Rossio, que se segue a tantos outros tristes episódios ocorridos no coração de Lisboa, é mais uma.
Sou um eleitor-fantasma
Segundo um estudo realizado para o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, o concelho da cidade capital do país, cujo universo de votantes é 537 456, tem 90 101 eleitores-fantasma.
De acordo com o autor, "são pessoas que já morreram e continuam a constar dos cadernos eleitorais, mas também muitas maiores de 18 anos que nunca se recensearam ou que mudam de residência e não actualizam o registo, nem vão à sua terra votar".
Não fazendo parte da primeira leva, pois estou vivinho da silva, encaixo que nem uma luva na parte que diz: "mudam de residência e não actualizam o registo". A morada onde vivo actualmente é já a quinta depois de ter saído de casa dos meus pais, há uns anitos, pela qual me estreei nesta aventura de emitir opinião através do voto.
Mas será que se estavam a referir a mim? É que, provavelmente, vou continuar a constar por mais algum tempo daqueles que "não actualizam o endereço", mas pelo menos não sou dos que "nem vão à sua terra votar". Tenho voltado sempre às origens, embora elas se situem bem pertinho, para exercer o meu direito.
E conheço muita gente na mesma situação do que eu.
De acordo com o autor, "são pessoas que já morreram e continuam a constar dos cadernos eleitorais, mas também muitas maiores de 18 anos que nunca se recensearam ou que mudam de residência e não actualizam o registo, nem vão à sua terra votar".
Não fazendo parte da primeira leva, pois estou vivinho da silva, encaixo que nem uma luva na parte que diz: "mudam de residência e não actualizam o registo". A morada onde vivo actualmente é já a quinta depois de ter saído de casa dos meus pais, há uns anitos, pela qual me estreei nesta aventura de emitir opinião através do voto.
Mas será que se estavam a referir a mim? É que, provavelmente, vou continuar a constar por mais algum tempo daqueles que "não actualizam o endereço", mas pelo menos não sou dos que "nem vão à sua terra votar". Tenho voltado sempre às origens, embora elas se situem bem pertinho, para exercer o meu direito.
E conheço muita gente na mesma situação do que eu.
19 de junho de 2007
Pagar impostos dá prazer?
Pagar impostos pode ser fonte de prazer, diz o Público numa pequena chamada de primeira página na edição de domingo, citando o resultado de um estudo publicado na sexta-feira passada pela revista norte-americana Science.
Para determinar qual a importância das motivações - se por altruísmo puro ou por aquilo que os economistas designam por warm glow giving, no qual os doadores obtêm uma satisfação do mero gesto voluntário de dar, independentemente do bem que resulta dessa dádiva -, os cientistas entregaram 100 dólares a 19 mulheres.
Depois visualizaram a sua actividade cerebral em tempo real, entre outras situações, enquanto elas viam a respectiva conta bancária ser debitada para pagar um imposto a favor de um banco alimentar e viram que as áreas do cérebro activadas são precisamente as mesmas duas, muito antigas e primitivas em termos evolutivos, que entram em acção quando comemos doces ou convivemos com amigos.
Por outras palavras, dar dinheiro a outrem parece ser tão gratificante, recompensador e gerador de prazer no cérebro como saciar a fome com manjares açucarados e passar um bom bocado com algumas das pessoas de que gostamos. No entanto, os investigadores não se pronunciaram sobre o que aconteceria se os contribuintes soubessem que os impostos eram injustos.
Para determinar qual a importância das motivações - se por altruísmo puro ou por aquilo que os economistas designam por warm glow giving, no qual os doadores obtêm uma satisfação do mero gesto voluntário de dar, independentemente do bem que resulta dessa dádiva -, os cientistas entregaram 100 dólares a 19 mulheres.
Depois visualizaram a sua actividade cerebral em tempo real, entre outras situações, enquanto elas viam a respectiva conta bancária ser debitada para pagar um imposto a favor de um banco alimentar e viram que as áreas do cérebro activadas são precisamente as mesmas duas, muito antigas e primitivas em termos evolutivos, que entram em acção quando comemos doces ou convivemos com amigos.
Por outras palavras, dar dinheiro a outrem parece ser tão gratificante, recompensador e gerador de prazer no cérebro como saciar a fome com manjares açucarados e passar um bom bocado com algumas das pessoas de que gostamos. No entanto, os investigadores não se pronunciaram sobre o que aconteceria se os contribuintes soubessem que os impostos eram injustos.
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