Domingo, ao final da tarde, estava eu embrenhado em trabalho e telefonam-me uns amigos que regressavam a Lisboa vindos do Sudoeste, de barriga cheia, alma revigorada e corpo cansado, presumo, só para me martirizarem:
- Aceitámos a sugestão que puseste no teu blogue: comemos um sargo grelhado e tomámos um grande banho na praia... Ah, e no sábado vimos o episódio desta semana do Seis Graus (como estive a laborar no fim-de-semana e o meu gravador de DVD resolveu avariar falhei o dito).
O que vale é que, no final do telefonema, lá me disseram para escolher um dia desta semana de modo a oferecerem-me um jantar e poder ver o seriado, amavelmente gravado - aqui entre nós, sob pena de duras sevícias. Nem tudo ficou perdido...
7 de maio de 2007
4 de maio de 2007
Mensagem (in)oportuna
O meu simpático operador de telemóvel acaba de me enviar a seguinte mensagem:
Prepare-se para um fim-de-semana cheio de sol! Lisboa: céu limpo. Vento fraco a moderado. Sáb 12-22, Dom 13-22 (min-máx).
Eu vou estar fechado entre quatro paredes a trabalhar, mas quem puder... aproveite!
Prepare-se para um fim-de-semana cheio de sol! Lisboa: céu limpo. Vento fraco a moderado. Sáb 12-22, Dom 13-22 (min-máx).
Eu vou estar fechado entre quatro paredes a trabalhar, mas quem puder... aproveite!
Ménage a trois
É oficial! Os meus amigos juntaram-se e ofereceram-me esta semana, no meu aniversário, uma Xpress da Super Bock. É o início de uma relação a três que se prevê provocante entre mim, a Mónica e a nova loura lá de casa.Para acabar de vez comigo, só faltava terem juntado à maquineta uma assinatura da Sport TV e a minha mulher resolver plantar tremoços no quintal lá de casa...
3 de maio de 2007
Bem feito
Não é meu costume enveredar pelo fascinante mundo da politiquice, mas não resisto... "Pina Moura quis falar, mas já não era deputado", titula o Público de hoje, numa pequena notícia inserida na página 8.
Para melhor compreensão do assunto, aconselho a lerem o excelente e demolidor artigo de João Miguel Tavares no DN de 24 de Abril. (Nota: uma menção honrosa a quem descobrir o erro ortográfico deste texto...)
Para melhor compreensão do assunto, aconselho a lerem o excelente e demolidor artigo de João Miguel Tavares no DN de 24 de Abril. (Nota: uma menção honrosa a quem descobrir o erro ortográfico deste texto...)
Beirut
Melodias harmoniosas, dolentes, bonitas, um toque cigano da flagelada Europa de Leste, a fazer lembrar o universo de Emir Kusturica.Estes são alguns dos condimentos presentes em Gulag Orkestar, álbum de estreia dos Beirut, projecto liderado pelo americano Zach Condon.
Curiosamente, a música que não me larga é Elephant Gun e vem no EP de bónus que acompanha a edição da 4AD, mítica editora de nomes como Pixies, Red House Painters, Cocteau Twins, Dead Can Dance ou Bauhaus.
Clicar aqui para ver o videoclip no YouTube.
Diva
Adeus robustas de busto generoso com ganas de querer galgar as margens do decote que o oprimem. Os olhos e os ouvidos viram-se, por breves instantes, para a escultural soprano Anna Netrebko. Nasceu na Rússia em 1971, ano de boa colheita, e é conhecida não só pelos dotes vocais de cantora lírica, mas igualmente pela estonteante beleza física.Lavava o chão do Teatro Mariinsky de São Petersburgo (mais conhecido como Teatro da Ópera e Ballet Kirov) quando despertou a atenção do maestro residente Valera Gergiev, que logo se tornou seu mentor. Estreou-se num papel maior com apenas 22 anos, precisamente nesse palco, dando vida e voz a Susanna, noiva do protagonista em As Bodas de Fígaro, de Wolfgang Amadeus Mozart.
Andava há uns tempos a seguir-lhe as pisadas e resolvi atirar-me de cabeça aos dois mais recentes trabalhos discográficos: Russian Album (2006) e Duets (2007), onde contracena com o tenor mexicano Rolando Villazón. Refreei o ânimo e reservei para posterior investida o DVD de La Traviata, a ópera de Giuseppe Verdi que lançou na ribalta a dupla de cúmplices.
Mamma mia, che bella donna!
2 de maio de 2007
Amor a quanto obrigas
A cena passou-se nos Estados Unidos. Sempre que lhe apetecia ver a mulher amada, Antonio Moreno, de 31 anos, percorria os 150 quilómetros que separam Inglewood de Santa Bárbara, na Califórnia. Até aqui nada de anormal. O problema é que não possuía carta de condução nem carro.
Por isso, de cada vez que apertava a saudade, roubava um automóvel nas imediações e seguia estrada fora. Segundo consta, terá feito a graça em 26 ocasiões, utilizando de preferência modelos japoneses mais antigos da Toyota e Nissan, para os quais dispunha de um dispositivo para os pôr facilmente em marcha.
Mas as histórias de amor nem sempre têm desfechos felizes. Ao que parece, a relação entre ambos terminara há muito, pelo menos no que toca ao desidério da parte feminina. O homem assim não entendia e tentou desesperadamente, por todos os meios, manter o namoro. Nem que para tal tivesse que infringir... ligeiramente, digamos, a lei.
De acordo com um porta-voz da polícia de Santa Bárbara, o arrebatado amante «roubava carros para tentar perpetuar o relacionamento». A adrenalina talvez não fosse tanta se tivesse apanhado boleia e a possivelmente teria evitado problemas com as autoridades, mas enfim...
Certamente irá agora pagar pelas infracções. Contudo, há crimes que, pela sua natureza, não deviam ser punidos com pena de prisão. O amor é lindo, mas como titulava o livro de Miguel Esteves Cardoso, também pode ser f#$%?&...
Por isso, de cada vez que apertava a saudade, roubava um automóvel nas imediações e seguia estrada fora. Segundo consta, terá feito a graça em 26 ocasiões, utilizando de preferência modelos japoneses mais antigos da Toyota e Nissan, para os quais dispunha de um dispositivo para os pôr facilmente em marcha.
Mas as histórias de amor nem sempre têm desfechos felizes. Ao que parece, a relação entre ambos terminara há muito, pelo menos no que toca ao desidério da parte feminina. O homem assim não entendia e tentou desesperadamente, por todos os meios, manter o namoro. Nem que para tal tivesse que infringir... ligeiramente, digamos, a lei.
De acordo com um porta-voz da polícia de Santa Bárbara, o arrebatado amante «roubava carros para tentar perpetuar o relacionamento». A adrenalina talvez não fosse tanta se tivesse apanhado boleia e a possivelmente teria evitado problemas com as autoridades, mas enfim...
Certamente irá agora pagar pelas infracções. Contudo, há crimes que, pela sua natureza, não deviam ser punidos com pena de prisão. O amor é lindo, mas como titulava o livro de Miguel Esteves Cardoso, também pode ser f#$%?&...
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