Ou o cabaz literário de Natal resultante do postado anterior, além do excitante e instrutivo Cozinho a Dobrar e Congelo:
A Ira de Deus, Edward Paice
A Sombra do que Fomos, Luis Sepúlveda
Barroco Tropical, José Eduardo Agualusa
Caim, José Saramago
Cemitério de Pianos, José Luís Peixoto
Jesusalém, Mia Couto
O Segredo de Cibele, Juliet Marillier
O Símbolo Perdido, Dan Brown
A ler:
A Lâmpada de Aladino, Luis Sepúlveda
O Espião de D. João II, Deana Barroqueiro
Irresistíveis (novos, a preço de segunda mão):
Deixem Passar o Homem Invisível, Rui Cardoso Martins (5€)
Depois de Morrer Aconteceram-me Muitas Coisas, Ricardo Adolfo (7,5€)
Desejados:
A Ilha, Giani Stuparich
A Morte de Bunny Munro, Nick Cave
Invisível, Paul Auster
O Mundo Branco do Rapaz-Coelho, Possidónio Cachapa
Os Espiões, Luis Fernando Verissimo
2666, Roberto Bolaño
Saber Perder, David Trueba
Trilogia Millennium de Stieg Larsson
23 de dezembro de 2009
7 de dezembro de 2009
Importa-se de repetir?
Como habitualmente, Dezembro, por ser o último do ano, é o mês para gastar 150 euros na compra de livros “técnicos”, gentilmente oferecidos pela empresa. Neste caso, porque também têm ciência, abrangeram o romance histórico, a ficção, a fantasia e… a culinária.
Ora, depois de aturada pesquisa, ela lá encontrou o título que andava à procura para poder poupar algum tempo na cozinha.
Cercámos a funcionária do balcão e eu perguntei:
- Queria saber se tem o livro Cozinho a Dobrar e Gongelo?
A coitada da criatura esboçou um leve sorriso pudico, matreiro e, depois de pedir delicadamente para repetir, respondeu:
- Nem vos vou dizer o que percebi…
Ninguém conseguiu evitar a gargalhada. Sem ofensa para os adeptos da modalidade não é difícil saber o que terá entendido a rapariga. Eu disse aquilo tão rápido e de tal maneira cortando o som à última sílaba (situação em que os portugueses são exímios) que deve ter soado qualquer coisa como "cuzinho a dobrar e com gel"…
Ora, depois de aturada pesquisa, ela lá encontrou o título que andava à procura para poder poupar algum tempo na cozinha.
Cercámos a funcionária do balcão e eu perguntei:
- Queria saber se tem o livro Cozinho a Dobrar e Gongelo?
A coitada da criatura esboçou um leve sorriso pudico, matreiro e, depois de pedir delicadamente para repetir, respondeu:
- Nem vos vou dizer o que percebi…
Ninguém conseguiu evitar a gargalhada. Sem ofensa para os adeptos da modalidade não é difícil saber o que terá entendido a rapariga. Eu disse aquilo tão rápido e de tal maneira cortando o som à última sílaba (situação em que os portugueses são exímios) que deve ter soado qualquer coisa como "cuzinho a dobrar e com gel"…
1 de dezembro de 2009
O feriado religioso
Como acontecia de quando em vez naquela empresa, Javier, responsável ibérico da organização e natural de Madrid, telefonou a pedir tudo-e-mais-alguma-coisa completamente a despropósito. Lá fora, as nuvens carregadas do céu irromperam num pranto pardacento como o Outono invernal.
– Nunca mais é feriado, lamentou ela num grito mudo, bufando por cima da mão que tapava o bocal do aparelho para não ser ouvida. Do lado de cá da linha, o rosto da interlocutora, cujo carácter primava pela serenidade e discrição, exasperava num desatino de fazer dó, a tentar explicar que as coisas não podiam, nem deviam, ser feitas assim.
– Então envia-me isso amanhã logo cedo!, exigiu ele lá do meio da península.
– Amanhã é feriado aqui em Portugal, por isso só na quarta-feira.
Conformado, quis saber mais e peguntou:
– Ai sim? E o que é se festeja?
Após alguns segundos de hesitação, preferiu não lançar mais achas naquela fogueira e, lembrando-se do imberbe mimado que, séculos atrás, os tinha colocado naquela embaraçosa situação, arremessou:
– Acho que é religioso…
A mão apaziguadora da igreja calou o outro lado e, vencido, desligou.
– Nunca mais é feriado, lamentou ela num grito mudo, bufando por cima da mão que tapava o bocal do aparelho para não ser ouvida. Do lado de cá da linha, o rosto da interlocutora, cujo carácter primava pela serenidade e discrição, exasperava num desatino de fazer dó, a tentar explicar que as coisas não podiam, nem deviam, ser feitas assim.
– Então envia-me isso amanhã logo cedo!, exigiu ele lá do meio da península.
– Amanhã é feriado aqui em Portugal, por isso só na quarta-feira.
Conformado, quis saber mais e peguntou:
– Ai sim? E o que é se festeja?
Após alguns segundos de hesitação, preferiu não lançar mais achas naquela fogueira e, lembrando-se do imberbe mimado que, séculos atrás, os tinha colocado naquela embaraçosa situação, arremessou:
– Acho que é religioso…
A mão apaziguadora da igreja calou o outro lado e, vencido, desligou.
25 de novembro de 2009
20 de novembro de 2009
Descoberta
Uma equipa de cientistas do Centro de Genoma da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, conseguiu sequenciar o complexo genoma do milho.
O estudo sobre o cereal veio publicado hoje na revista Science e noutras publicações da especialidade, e nele se afirma que o dito tem 32 mil genes em apenas 10 cromossomas, enquanto os humanos apresentam 20 mil em 23.
Quando comer corn flakes ao pequeno-almoço lembrar-me-ei sempre desta descoberta e farei a correspondente vénia!
Em 2007, chegara-se já à conclusão que os macacos partilhavam 97,5 por centro dos genes com os humanos. Havia dúvidas?
O estudo sobre o cereal veio publicado hoje na revista Science e noutras publicações da especialidade, e nele se afirma que o dito tem 32 mil genes em apenas 10 cromossomas, enquanto os humanos apresentam 20 mil em 23.
Quando comer corn flakes ao pequeno-almoço lembrar-me-ei sempre desta descoberta e farei a correspondente vénia!
Em 2007, chegara-se já à conclusão que os macacos partilhavam 97,5 por centro dos genes com os humanos. Havia dúvidas?
19 de novembro de 2009
13 de novembro de 2009
Masturbação, a bem da nação!
"El placer está en tus manos" é o nome duma campanha publicitária – no valor de 14 mil euros e que integra cartazes, folhetos, divulgação através da Internet e sessões de esclarecimento – na qual a Junta da Extremadura, em Espanha, incita a juventude da região à masturbação. Como era de esperar quando se trata de assuntos do foro interno, a polémica instalou-se, conforme conta o Periodista Digital, nome aliás bem a propósito.Há uns anos, ainda na era pré-Net, telemóvel, pager e demais tecnologias de ponta, as Páginas Amarelas apelavam ao mesmo objectivo de forma encapotada e davam-nos um conselho: "Vá pelos seus dedos". Mais recentemente, o leite Matinal, qual Narciso, enveredou também por este caminho ao perguntar: "Se eu não gostar de mim, quem gostará?".
Na coluna semanal que escreve no jornal i, a sexóloga Marta Crawford referiu há tempos, para quem ainda não sabe, que "masturbar significa acariciar, estimular ou esfregar os genitais (ou outra parte do corpo) com as mãos (ou objecto)" e que "a masturbação é um acto natural e saudável, e só deixa de o ser quando passa a ser obsessivo e repetitivo, e quando inibe o individuo de ter outros comportamentos na direcção do outro."
Acrescentou ainda: "A autoestimulação promove a libertação da tensão sexual, reduz o stresse, promove o prazer sexual e íntimo, prepara o indivíduo para o sexo vaginal, ou oral, promove a gratificação sexual sem penetração, alivia as dores menstruais, induz o sono, fortalece a tonicidade muscular de toda a zona pélvica, aumenta o fluxo sanguíneo a toda a zona genital, estimula a produção de endorfinas e melhora oxigenação do metabolismo, cria uma sensação de bem-estar, permite o tratamento de disfunções sexuais, etc.".
Por isso, toca a pôr mãos (ou os objectos) à obra e várias vezes ao dia. Afinal, como diz Woddy Allen, "masturbar-se é fazer amor com a pessoa de quem mais se gosta".
Nota: O título deste postado é duma bela canção dos Ena Pá 2000 e, tendo em conta que os petizes de hoje são os homens e as mulheres de amanhã, e queremo-los(las) sadios(as), parece-me perfeitamente adequado.
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