6 de maio de 2008

O raio do careca

Ontem à noite, ao ver mais um episódio do estonteante seriado Californication (não confundir com o excelente álbum dos Red Hot Chili Peppers) - que versa sobre a fascinante vida do escritor Hank Moody, interpretada por David Duchovny (o Mulder dos Ficheiros Secretos) -, houve uma frase no diálogo que teve o condão de me despertar.

Sem publicar uma linha há cinco anos, depois de ter lançado o primeiro livro, o bonzão do Mulder - sim, para mim será sempre o Mulder -, cuja vida na solarenga Los Angeles gira à volta da relação com a filha, a ex-mulher e inúmeras outras mulheres, aceitou o desafio do seu empresário, Evan Handler no original, e começou a escrever crónicas num blogue da sua autoria, local que, segundo o careca judeu e marido da Charlotte em O Sexo e a Cidade, apenas sobrevive se mantiver carácter regular.

Lembrei-me logo do estado do meu blogue, pelo que aqui estou, embora não saiba quando volte e por quanto tempo.

28 de abril de 2008

Regresso adiado

Afinal, ainda não foi desta que regressei a casa - é o que dá ter paredes com três metros de pé direito e pó incrustrado em todo o lado!

Depois do fim-de-semana prolongado passado em limpezas, por causa de obras em casa e no exterior do prédio, pode ser que no dia 1 de Maio - Dia do Trabalhador - seja mesmo de vez.

P.S.: A vontade de blogar ou ler blogues não tem sido muita, para não dizer nenhuma...

17 de abril de 2008

Abaixo alguns rumores

Ouvi uns rumores sobre a possibilidade de o programa das Festas de Lisboa 2008 não incluir este ano o Festival África. Será mesmo assim?

É que, em três anos - um em Monsanto e dois nos relvados da Torre de Belém -, pudemos ouvir, à borla, nomes tão bons e importantes do panorama musical e da cultura do continente negro como Ali Farka Touré, Baaba Maal, Bassekou Kouyaté, Bonga, Cheikh Lô, Lura, Mayra Andrade, Músicos do Nilo, Nancy Vieira, Oumou Sangaré, Sally Nyolo, Tinariwen, Tito Paris, Toumani Diabaté ou Zap Mama.

16 de abril de 2008

O nosso fascinante cérebro...

De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, nao ipomtra a odrem plea qaul etãso as lrteas de uma plravaa, a úncia csioa iprotmatne é que as piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol cofnsuão que vcoe pdoe anida ler sem gnderas problmeas. Itso aconcete poqrue nós nao lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

2 de abril de 2008

Valha-me o Brad

O que fazer quando o afagamento e envernizamento do chão de um simples corredor da casa se transformam numa odisseia de três semanas?

Certamente tentar não stressar - coisa difícil nesta altura, mesmo para mim, o Mr. Cool -, enfiar os auriculares nos ouvidos e ouvir exceltente música.

Como o disco Brad Mehldau Trio Live, recentemente editado pelo meu pianista de jazz favorito - a par do lisboeta Bernardo Sassetti, claro.

17 de março de 2008

Rita Redshoes

«Let's dance, put on your red shoes and dance the blues», canta o David Bowie. A Rita seguiu o conselho e o resultado é o magnífico disco de estreia, Golden Era.

Fiquei com o apetite aguçado ao vê-la actuar no passado mês de Fevereiro, em Torres Vedras, na primeira parte do intimista e excelente concerto do David Fonseca, de quem é teclista residente e para o qual me desloquei propositadamente de Lisboa.

Anunciado para estar à venda a partir de hoje, a FNAC do Chiado já o tinha disponível na sexta-feira.

Canções melodiosas, simples e despretensiosas, voz límpida e cristalina, cara e figura bonitas.

Ouvir o disco todo em http://www.myspace.com/ritaredshoes e mais informações em http://rainbowmaker.blogspot.com/

Proximamente, podem vê-la a fazer as primeiras partes dos concertos dos Shout Out Louds - os tais da música do anúncio da Optimus e que parece o Robert Smith, dos The Cure, a cantar - na Aula Magna, dia 26 de Março, e do David Fonseca, no Coliseu, a 12 de Abril.

7 de março de 2008